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terça-feira, 29 de junho de 2010

Autismo : Teste pode detectar o autismo precocemente

fe - O Estado de S.Paulo
SAÚDE
Um simples teste de urina pode identificar alterações digestivas típicas de portadores de autismo e permitir o diagnóstico precoce, segundo pesquisa da revista Proteome Research. O autismo costuma permanecer irreconhecível até estágios avançados, quando é tarde para ser tratado. Mas, segundo o estudo, os portadores têm uma bactéria nos intestinos que pode ser detectada no exame, antes que apareçam os primeiros sintomas. Isso permitiria terapias comportamentais avançadas desde o início do desenvolvimento. 

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Critérios Diagnósticos


Fonte da foto: http://3.bp.blogspot.com/_PX6ASeed_xY/SatECZvQMHI/AAAAAAAABeY/tO5gNR9DoVY/s400/Andreeturmadamonica2.jpg

 

 

Subgrupos do DSM-IV (1994) para

Transtornos Invasivos de Desenvolvimento:


  • Autismo
  • Síndrome de Rett
  • Transtorno desintegrativo da infância
  • Transtorno invasivo de desenvolvimento não-específico
  • Síndrome de Asperger

 

Distúrbio autista (DSM-IV, 1994)


A. Pelo menos seis dos 12 critérios abaixo, sendo dois de (1) e pelo menos um de (2) e (3)
1) Déficits qualitativos na interação social, manifestados por:
a. dificuldades marcadas no uso de comunicação não-verbal
b. falhas do desenvolvimento de relações interpessoais apropriadas no nível de desenvolvimento
c. falha em procurar, espontaneamente, compartir interesses ou atividades prazerosas com outros
d. falta de reciprocidade social ou emocional
2) Déficits qualitativos de comunicação, manifestados por:
a. falta ou atraso do desenvolvimento da linguagem, não compensada por outros meios (apontar, usar mímica)
b. déficit marcado na habilidade de iniciar ou manter conversa ção em indivíduos com linguagem adequada
c. uso estereotipado, repetitivo ou idiossincrático de linguagem
d. inabilidade de participar de brincadeiras de faz-de-conta ou imaginativas de forma variada e espontânea para o seu nível de desenvolvimento
3) Padrões de comportamento, atividades e interesses restritos e estereotipados:
a. preocupação excessiva, em termos de intensidade ou de foco, com interesses restritos e estereotipados
b. aderência inflexível a rotinas ou rituais
c. maneirismos motores repetitivos e estereotipados
d. preocupação persistente com partes de objetos
B. Atrasos ou função anormal em pelo menos uma das áreas acima presente antes dos 3 anos de idade
C. Esse distúrbio não pode ser melhor explicado por um diagnóstico de síndrome de Rett ou transtorno desintegrativo da infância.

 

Síndrome de Asperger

A. Déficits qualitativos na interação social, manifestados por, pelo menos, dois dos seguintes:
1) déficit marcado no uso de comportamentos não-verbais, tais como contato visual, expressão facial, postura corporal e gestos para regular a interação social
2) incapacidade de estabelecer relações com seus pares de acordo com o seu nível de desenvolvimento
3) falta de um desejo espontâneo de compartilhar situações agradáveis ou interesses (como, por exemplo, mostrando ou apontando para objetos de interesse)
4) falta de reciprocidade emocional ou social
B. Padrões de comportamento, atividades e interesses restritos e estereotipados, manifestados por:
1) preocupação excessiva, em termos de intensidade ou de foco, com interesses restritos e estereotipados
2) aderência inflexível a rotinas ou rituais
3) maneirismos motores repetitivos e estereotipados
4) preocupação persistente com partes de objetos
C. Esse transtorno causa distúrbios clinicamente significativos em termos sociais, ocupacionais ou em outras áreas importantes de funcionamento
D. Não há atraso clinicamente significativo de linguagem (por exemplo, palavras isoladas aos 2 anos, frases aos 3 anos)
E. Não há atraso clinicamente significativo do desenvolvimento cognitivo, de habilidades de auto-ajuda, de comportamentos adaptativos (excetuando-se interação social) e de curiosidade em relação ao seu ambiente durante a infância
F. Não há critérios suficientes para o diagnóstico de outro transtorno invasivo de desenvolvimento ou esquizofrenia

 

Transtorno desintegrativo da infância

A. Desenvolvimento aparentemente normal até, pelo menos, os 2 primeiros anos de idade, manifestado pela presença de comunicação verbal e não-verbal, interação social, habilidade lúdica e comportamentos adaptativos apropriados
B. Perda clinicamente significativa, antes dos 10 anos de idade, de habilidades previamente adquiridas em, pelo menos, duas das seguintes áreas:
1) linguagem expressiva ou receptiva
2) habilidades adaptativas ou sociais
3) controles esfincterianos
4) habilidade lúdica
5) habilidades motoras
C. Deficiências funcionais qualitativas em pelo menos duas das seguintes áreas:
1) interação social (uso de comunicação não-verbal, desenvolvimento de relações interpessoais, reciprocidade social ou emocional)
2) comunicação (desenvolvimento de linguagem, habilidade de iniciar ou manter conversação, uso estereotipado, repetitivo ou idiossincrático de linguagem, habilidade de brincar de forma variada e espontânea)
3) padrões de comportamento, atividades e interesses restritos, repetitivos e estereotipados, incluindo maneirismos motores e estereotipias
D. Não há critérios suficientes para o diagnóstico de outro transtorno invasivo de desenvolvimento ou esquizofrenia

 

Autismo X Síndrome de Asperger

Controvérsias permanecem a respeito dos diagnósticos de Autismo e Síndrome de Asperger serem entidades clínicas separadas ou diferentes graus de comprometimento de um mesmo transtorno.

domingo, 27 de junho de 2010

Tratamentos Disponíveis

  Há diversas propostas de tratamento para o autismo, e muitas delas podem ser utilizadas em combinação. Muitos autistas poderão freqüentar uma escola regular; alguns precisarão que as escolas se adaptem para incluí-los – pois a tendência atual é a de inclusão educacional e social, de forma que freqüentem os mesmos meios sociais que todas as outras crianças, ainda que recebam apoio adicional em instituições especializadas.
  O Son-Rise é uma forma de abordagem lúdica, centrada na pessoa com autismo, que possibilita o desenvolvimento de habilidades sociais e, através desta, o desenvolvimento de outras habilidades cognitivas e afetivas que estejam prejudicadas na pessoa em tratamento. Pode ser combinado com dietas e outros tratamentos, sempre procurando manter o estilo de interagir/relacionar-se com a pessoa autista, de forma otimista, positiva e divertida. O afeto e a aceitação da pessoa com autismo são componentes essenciais do programa Son-Rise. É utilizado há mais de 30 anos no exterior, e agora possui representantes em nosso país. O programa depende da participação intensa dos pais e da ajuda de voluntários abertos para aceitar o autista e implicados no programa.
  O Tratamento biológico é baseado na normalização das funções bioquímicas do organismo, além do aumento da imunidade e eliminação de possíveis metais pesados presentes no organismo (destacando alumínio, chumbo e mercúrio). Há também as dietas sem glúten e caseína, suplementação de vitamina B6, e uso de câmara hiperbárica.
  Alguns dos modelos de tratamento mais conhecidos no Brasil são os cognitivos, como o TEACCH, que se propõe a organizar o ambiente de forma a facilitar a compreensão do aluno com autismo, e pode ser utilizado tanto na escola quanto em casa; e os comportamentais, como o ABA, que analisa a relação entre os comportamentos emitidos pelos sujeitos e os estímulos ambientais que costumam influenciar estes comportamentos, de forma a estruturar uma intervenção que os controle (aumentando ou fazendo surgir comportamentos desejáveis e eliminando os comportamentos indesejáveis).
  O PECS, também bastante conhecido no Brasil, é um sistema de facilitação da comunicação que utiliza figuras para substituir a comunicação falada, principalmente com autistas “não-verbais. É utilizado como forma de ensinar a simbolização (relacionar uma figura com o objeto real) e estimular a comunicação espontânea, assim como aumentar o vocabulário, etc., sendo que a finalidade última seria a de que o desenvolvimento dessas habilidades leve ao desenvolvimento ou aperfeiçoamento da comunicação oral propriamente.
  A utilidade dos diversos tratamentos dependerá de fatores individuais e situacionais. Para um determinado indivíduo, um modelo pode mostrar-se mais eficiente do que outro. Da mesma forma, para uma determinada demanda (como, por exemplo, lidar com comportamentos de auto-agressão ou uso adequado do banheiro) um modelo de intervenção pode mostrar-se mais indicado do que para outras demandas (como desenvolver a linguagem e comunicação, habilidades bastante complexas).

sábado, 26 de junho de 2010

Sinais Precoces do Autismo


Características clínicas do autismo no Recém nascido
  • parece diferente dos outros bebês
  • parece não precisar de sua mãe
  • raramente chora (“um bebê muito comportado”)
  • torna-se rígido quando é pego no colo
  • às vezes muito reativo aos elementos e irritável
Características clínicas do autismo no Primeiro Ano
  • não pede nada, não nota sua mãe
  • sorrisos, resmungos, respostas antecipadas são ausentes ou retardados
  • falta de interesse por jogos, muito reativo aos sons
  • não afetuoso
  • não interessado por jogos sociais
  • quando é pego no colo, é indiferente ou rígido
  • ausência de comunicação verbal ou não verbal
  • hipo ou hiper-reativo aos estímulos
  • aversão pela alimentação sólida
  • etapas do desenvolvimento motor irregulares ou retardadas
Características clínicas do autismo no Segundo e o Terceiro Anos
  • indiferente aos contatos sociais
  • comunica-se mexendo a mão do adulto
  • o único interesse pelos brinquedos consiste em alinhá-los
  • intolerância à novidade nos jogos
  • procura estimulações sensoriais como ranger os dentes, esfregar e arranhar superfícies, fitar fixamente detalhes visuais, olhar mãos em movimentos ou objetoc com movimentos circulares.
  • particularidade motora: bater palmas, andar na ponta dos pés, balançar a cabeça, girar em torno de si mesmo
Características clínicas do autismo no Quarto e o Quinto Anos
  • ausência do contato visual
  • jogos: ausência de fantasias, de imaginação, de jogos de representação
  • linguagem limitada ou ausente – ecolalia – inversão pronominal
  • anomalias do ritmo do discurso, do tom e das inflexões
  • resistência às mudanças no ambiente e nas rotinas
Retirado do site:http://autimistas.com.br/web/autismo/artigo/sinais-precoces-do-autismo

Reportagem: Autismo e arte


 Ola, não sabia o que postar hoje no blog, quando recebi um vídeo sobre autismo e arte; já vimos aqui uma reportagem onde uma criança autista estabeleceu uma comunicação graças ao computador, e agora, temos uma reportagem onde uma mãe conta sua historia da descoberta do autismo e a comunicação através das pinturas, espero que olhem e gostem.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Especialista esclarece dúvidas sobre autismo

(http://www.cedapbrasil.com.br/portal/uploads/c93fe44a-e1e5-e96d.jpg)

Ima Samchés, La Vanguardia
David Amaral, 57 anos, é especialista em autismo. Licenciado em Neurociência, o estudo (do cérebro. Diretor de pesquisa e professor de Psiquiatria e Ciências do Comportamento na UC Davis, Califórnia. Fundador do MIND, único centro no mundo dedicado à pesquisa do autismo. Confira a entrevista.

Nos Estados Unidos se fala em epidemia de autismo.
Sim, uma em cada 150 crianças nasce autista e a curva é ascendente.

É uma doença desconhecida?
Não é uma doença, mas sim várias delas (alguns autistas são epilépticos, outros sofrem microcefalia ou macrocefalia), e com múltiplas causas: genéticas, ambientais, ou combinações de ambas.

O que mudamos em nossa vida que facilita a multiplicação do autismo?
Nos últimos 30 anos, a mudança foi dramática. Hoje sabemos, por exemplo, que o Pitocin, uma fórmula artificial da oxitocina (hormônio da felicidade), que facilita o parto, pode provocar autismo.

Afeta diretamente o cérebro do feto?
Exato. Se a mãe usa esse remédio, o feto também o faz, em pleno desenvolvimento de seu cérebro. Também sabemos que as enfermidades como a asma e a artrose estão aumentando muito e que as mulheres que padecem delas criam anticorpos que, em 20% dos casos, atacam o cérebro do feto.

Os animais chamados irracionais também podem nascer autistas?
Podem apresentar estes sintomas. Por exemplo, deixam de ser sociais e efetuam movimentos repetitivos, como fazem as crianças com autismo.

Quais são os principais sintomas?
Transtorno de interação social, ou seja: dificuldade ou impossibilidade de se relacionar. Transtorno da comunicação (a maioria não fala ou tem um modo de se expressar muito limitado), e uma grande restrição de interesses.

Mas existem autistas muito inteligentes.
É um transtorno muito heterogêneo. No nível mais baixo, eles têm graves deficiências intelectuais; no mais alto, são gênios.

O que têm em comum?
Os com síndrome de Asperger, com sua sofisticada inteligência, não se livram dos problemas de comunicação. Esses autistas são catedráticos e até mesmo professores que transmitem conhecimento, mas não têm interesse em nenhuma relação interpessoal.

Eles não ligam nem um pouco para o outro?
Bem, digamos que não podem entender porque as pessoas querem se casar, ter filhos, ou até mesmo ter amigos.

E isso é um problema neurológico?
Sim, têm dificuldades para compreender os sentimentos alheios. Não podem ler suas emoções nem se colocar no lugar do outro.

E são felizes?
Os asperger dizem que sim. Por isso é tão importante distinguir a severidade da desordem, porque há um ponto em que a ciência e a filosofia se juntam.

Explique.
Os pais com quem fundei o instituto MIND têm filhos com problemas de autismo severos e querem uma cura. Mas entre os asperger estão cientistas e músicos importantíssimos, Einstein por exemplo.

Agora dá para entender porque ele tratou tão mal sua mulher e filhos.
Você tem razão. Mas, se fosse possível curar Einstein de seu autismo, ele teria criado a teoria da relatividade?

É uma doença estranha.
Estamos começando a estudá-la e há muito pouca literatura científica a respeito, mas sabemos que consiste em uma mudança na organização do cérebro que se desenvolve anormalmente e que certas partes amadurecem mais rápido do que deveriam.

Isso é ruim?
Para que as diferentes regiões do cérebro se conectem, precisam crescer em paralelo. Nossas pesquisas apontam nesse sentido, e buscamos as causas do autismo nas conexões cerebrais. Muitos dos atingidos pela doença, incluindo os asperger, sofrem de ansiedade severa e precisam que seu ambiente não mude ou sofra desordem.

Imagino que a busca de respostas envolva mais de uma disciplina.
É o que penso. No instituto MIND imunologistas, psiquiatras, psicólogos, neurologistas e geneticistas trabalham juntos, porque qualquer disciplina isolada terá dificuldade para resolver o problema.

Alguma idéia para prevenir o autismo?
Mais verbas de pesquisa, para começar, o que nos permitiria saber que anticorpos no corpo da mãe atacam o cérebro do filho, e impedi-lo.

Um bom começo não seria estudar a mistura de produtos químicos usados em lares e escritórios?
Concordo totalmente. Deveríamos realizar um grande estudo epidemiológico para determinar se as mães que têm filhos autistas estiveram expostas a ambientes com grande presença de produtos químicos.

Por exemplo?
As mulheres que, nos anos 50, usaram a Talidomida, um remédio contra os enjôos na gestação, deram a luz a alta porcentagem de bebês deformados e com extremidades atrofiadas, e grande porcentagem dessas crianças nasceram autistas. Teriam sido normais se as mães não tivessem usado o remédio. É disso que falo ao me referir a causas ambientais.

Fale mais sobre os perigos.
Estamos quase certos de que os exames de ultrassom usados para obter imagens dos fetos, muito comuns nos Estados Unidos, alteram o desenvolvimento cerebral destes. A idéia terminou proibida, mas havia planos de montar grandes cadeias de fotos instantâneas em ultrassom. Você se lembra das máquinas de raio-X usadas em lojas de sapatos para ver o pé dentro do sapato? Sabemos que causam câncer. Isso me faz pensar que, especialmente no que tange à gravidez, melhor ser o mais natural possível.

Noticia tirada do site: http://www.fada.org.br/program/index.php?sec=noticias&id_txt=26

quinta-feira, 24 de junho de 2010

HISTÓRICO DO CONCEITO DE AUTISMO.


        Foto de: Kanner
  Em 1943, Kanner estudou e descreveu a condição de 11 crianças consideradas especiais. Nessa época, o termo Esquizofrenia Infantil era considerado sinônimo de Psicose Infantil porém, as crianças observadas por Kanner tinham características especiais e diferentes das crianças esquizofrênicas. Elas exibiam uma incomum incapacidade de se relacionarem com outras pessoas e com os objetos. Concomitantemente, apresentavam desordens graves no desenvolvimento da linguagem.
  A maioria delas não falava e, quando falavam, era comum a ecolalia, inversão pronominal e concretismo. O comportamento delas era salientado por atos repetitivos e estereotipados; não suportavam mudanças de ambiente e preferiam o contexto inanimado. O termo autismo se referia à características de isolamento e auto concentração dessas crianças, mas também sugeria alguma associação com a esquizofrenia.
  No final da década de 70 Rutter descreveu o Transtorno Autista como sendo uma síndrome caracterizada pela precocidade de início e, principalmente, pelas perturbações das relações afetivas com o meio. Dizia que o autista possuía uma incapacidade inata para estabelecer qualquer relação afetiva, bem como para responder aos estímulos do meio. Daí em diante, vários pesquisadores foram revelando uma distinção cada vez mais evidente entre o autismo e a esquizofrenia.
  O próprio Kanner viria a reconhecer que o termo autismo não deveria se referir, nestes casos, à um afastamento da realidade com predominância do mundo interior, como se dizia acontecer na esquizofrenia. Portanto, mesmo para ele não haveria no autismo infantil um fechamento do paciente sobre si mesmo, mas sim, uma tipo particular e específico de contato do paciente com o mundo exterior.
  Na década de 50 os autores norte-americanos, por mero pudor da palavra psicose, denominavam essas crianças como crianças atípicas ou possuidoras de um desenvolvimento atípico ou excepcional. A partir da década de 60 definiu-se as psicoses infantis em dois tipos, as psicoses da primeira infância e as psicoses da segunda infância. Dentre as psicoses da primeira infância foi colocado o Autismo Infantil Precoce. Portanto, foi entendido como um transtorno primário, diferente das outras formas de transtornos infantil secundários à lesões cerebrais ou retardamento mental.
  Na Europa, notadamente na França, o conceito de Esquizofrenia Infantil foi substituído pelo conceito de Psicose Infantil, bem onde se enquadra o Autismo. Portanto, também para os franceses, o Autismo Infantil é uma psicose. Mais precisamente, o termo psicose infantil precoce se aplica às psicoses que se iniciam na primeira infância, enquanto a Esquizofrenia Infantil, propriamente dita, ficou reservada aos quadros com início mais tardios, porém, que surgem depois da criança Ter passado por um desenvolvimento relativamente normal.


RAZÕES PARA ESPERANÇA.


 
  Muitos pais quando descobrem que seu filho é autista, cultivam durante algum tempo a esperança de que ele ira se recuperar completamente. Algumas famílias negam o problema e mudam de profissional até encontrar alguém que lhes dê um outro diagnóstico.
  O autismo não tem cura, mas hoje, mais do que antigamente, há recursos para tornar as crianças autistas o mais independente possível. A intervenção precoce, a educação especial, o suporte familiar e em alguns casos medicações ajudam e aprimoram cada vez mais a educação dos autistas. O tratamento contínuo e a educação especial podem expandir sua capacidade de aprendizado, comunicação e relacionamento com os outros, enquanto diminui a frequência de crises.
  O segredo é não desanimar. Enquanto a cura não é encontrada, a melhor forma de desenvolvimento do autista é o tratamento contínuo e ininterrupto. É uma tarefa difícil, mas muitas vezes compensadora, o exemplo está em muitos autistas que tem suas capacidades muito bem desenvolvidas, devido a muito esforço das pessoas que o cercam.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Autismo comportamento e a Ocitocina (Quer saber o que é ocitocina olha a reportagem)


  Uma das coisas que mais me chamou a atenção nessa reportagem, encaminhada por uma de nossas seguidoras (Cleyde Pereira), foi a pergunta feita no final do primeiro parágrafo, e que venho sempre que posso em discussões, perguntando e respondendo a mesma (Mas teriam os autistas uma dificuldade real de estabelecer ligações afetivas, ou será que nós é que não conseguimos compreender seu afeto?).
  Como estudante de psicologia e com meu trabalho voluntario na AAFS, percebi que todas as crianças que acompanhei, mesmo quando em estado agressivo, são afetuosas, são carinhosas e sempre que consigo estabelecer um vinculo com elas, recebo abraços, beijos e carinhos, além de eles virem até mim pedindo o mesmo comportamento.
  Costumo estabelecer esses vínculos prestando atenção no que os chama a atenção, e apresento acreditar e estar aberto a qualquer atitude dos mesmos, mas é claro que, devido a essa abertura, às vezes recebo gestos agressivos (o que não é o mais comum), e vejo o quanto as pessoas identificadas como autista e asperger são carinhosas e inteligentes só precisando de uma leitura adequada de seus comportamentos assim como qualquer criança.
  Quem me conhece, sabe que sou vidrado na teoria Comportamental, e vou fazer uma explicação rápida e resumida de como costumo me comportar com os autistas: primeiro, parabenizo e demonstro felicidade com os comportamentos "adequados/esperados" (não agressivos ou com o complemento de uma atividade) -  aplicando estímulos reforçadores, e procuro demonstrar de forma clara os comportamentos que pretendo que não voltem a ocorrer-"inadequado/desagradáveis" (agressivos ou desinteresse em não fazer atividade), isso faço sempre utilizando linguagens corporais e verbais.
  Aconselho aos seguidores que conhecem e têm contato com crianças autistas, estabelecerem regras (uma vez a regra estabelecida, não pode ser quebrada nunca. Acordos devem ser sempre cumpridos sem possíveis outras interpretações) e demonstrar de forma fáceis o que esperam deles e o que não querem que eles façam.
  Caso queiram discutir sobre o tema, comentem e coloquem seus pontos de vista suas reações sobre o que nossa postagem.
Victor Pereira
Obs: Obrigado Layanna Araujo e Gilberto Junior pelas dicas.

Noticia: Autismo e Células-tronco (Globo Repórter)

                               Foto também retirada da reportagem do Globo Repórter
  Hoje, recebi uma nova reportagem, dessa vez encaminhada para meu email pela Cleyde Pereira, e fico feliz, ao ver cada dia mais pessoas encaminhando noticias sobre autismo, isso começa a mostrar que nosso blog esta sendo visitado e muitas pessoas têm interesse em divulgar dados que encontram com os demais membros da associação, e isso considero muito positivo.
  Mas voltando a noticia, "Existe possibilidade de tratar Aids e autismo", diz médico sobre células-tronco, podemos perceber, que a medicina, cada dia mais novas pessoas vêm procurando tratamento parra os acompanhantes/familiares de indivíduos autistas, mas infelizmente suas pesquisas não vêm sendo aprimoradas devido não ser considerada grave como HIV, leiam a noticia e comentem sobre tais atitudes das pesquisas paralisadas.
 

Link da reportagem:

terça-feira, 22 de junho de 2010

Reportagem do Site Globo - Autistas quebrando barreiras

Jamie Ponsonby não consegue falar (Foto: BBC)
Hoje, estava trabalhando e olhando uma nova postagem para o blog sobre quebrar barreiras, quando uma amiga minha me mandou uma mensagem mostrando que um britânico de 13 anos utilizando computador passou a se expressar e ate escrever poemas. Mostrando mais uma vez que os Dogmas sobre autismos devem ser revistos.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/06/menino-autista-quebra-silencio-e-se-comunica-por-mensagens-de-computador.html

Obrigado Josy Lima por encaminhar a reportagem.

Dogmas e a quebra de mitos

 Em conversa com a presidente da Associação, Alécia Flávia, venho sempre conversando e comprovando a quebra de dogmas estabelecidos sobre autismo com base nos estímulos e comportamentos de crianças na associação, e para minha felicidade, em minhas pesquisas na internet, venho percebendo que não somos os únicos a pensar dessa maneira, a USP, criou uma animação em textos onde apresenta muitas quebras dessas verdades absolutas.
 Espero que gostem do material e comentem.

http://www.hcnet.usp.br/ipq/hc/sepia/revista.swf

domingo, 20 de junho de 2010

Identificação

Hoje, estava olhando o site da USP sobre autismo, e encontrei uma ótima animação em flash sobre características autísticas, pontos que já foi sitado em fotos, mas como um vídeo sempre ajuda a entender melhor resolvi posta-lo aqui.


http://www.hcnet.usp.br/ipq/hc/sepia/kids2.swf

Espero que gostem.

sábado, 19 de junho de 2010

Visita de Estudantes

Ola a todos, no dia 11/06/10, tivemos mais uma visita de estudantes do 9 semestre de Psicologia da Faculdade de Tecnologia e Ciência; onde vieram com o interesse de conhecer o funcionamento de uma Associação e junto conhecer nosso trabalho, e adoramos ver a atenção que todos apresentaram, e alem disso saíram com o interesse de estreitar ainda mais o laços entre nossa instituição e os estudantes das mesmas, aproveitamos para fazer o Convite aos que têm o interesse em conhecer e apoiar nossa instituição.

Blog com nova cara e nova vida

Caros amigos, venho apresentar a vocês o novo blog, onde agora pode classificar se a informação divulgada foi útil, interessante ou Precisa Melhorar. Alem de colocarmos uma área com vídeos relacionado a autismo. Espero que gostem da nova formulação e em casos de dica, agradeceremos os comentários para melhorar nosso trabalho .

sexta-feira, 18 de junho de 2010

DESCOBERTA - Origem do autismo em Célula


Um verdadeiro avanço da ciência aconteceu nos Estados Unidos, quando um grupo da Universidade da Califórnia, em San Diego, extraiu tecido da pele de crianças portadoras de autismo e conseguiu convertê-lo em neurônios, para simular o desenvolvimento embrionário do cérebro. Ao compará-las com outras feitas a partir de crianças normais, verificou-se uma diferenciação. Desta forma, a pesquisa demonstra o determinante lado genético que envolve esta doença. Os cientistas afirmam que isso significa que o autismo começa a se desenvolver já no embrião, Eles concluíram também que afirmando que a doença é de ordem morfológica, uma vez que o tamanho do neurônio perto do núcleo é menor, e também que existe em neurônios normais, não existe no caso dos autistas.

Reportagem retirada da revista PSIQUE, Ano V - Numero 53 - pagina 16.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Estamos de volta a ativa com Atividades cm as Mães



Estamos voltando a ativa com mais uma postagem, e desta vez homenageando as mães como foi no dia 10/06/10, onde em um dia de culinaria, as mesmas prepararam as refeições para seus filhos, uma deliciosa LASANHA. Não é mesmo Hugo? ficamos sabendo que vc repetiu 3 vezes.

Para quem duvida da lasanha, dê uma olhada nas fotos, todo mundo com prato cheio. Aproveito para deixar minha opiniao: Por favor deixem lasanha para as sextas feiras, onde estarei presente (Victor).